quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

SER SANTO NOS DIAS DE HOJE

Fiz uma ligeira adaptação nesta reflexão que encontrei no blog Reflexões Bíblicas. É oportuna e nos dá uma visão do que é ser santo em nossa modernidade.
Geralmente imaginamos que o santo seja um ser do outro mundo. Mas é nos fatos simples da vida cotidiana que nos tornamos santos. Por essa razão, fiquemos atentos como nos comportamos no dia a dia.
Ser santo é confiar plenamente na proteção de Deus. É ter a certeza de poder contar com o seu infinito poder.
Ser santo é escutar Deus a todo instante, em tudo que acontece, nas mínimas coisas do dia a dia.
Ser santo é ver Deus no sorriso de uma criança, na chuva que cai, no barulho das ondas do mar quando encontram as rochas, no vento que balança a folha das árvores, no canto dos pássaros, na beleza do por do sol, na esperança do seu raiar nas manhãs de céu azul.
Ser santo é não se esquecer do irmão e ajudá-lo em suas necessidades. O santo sabe que recebemos tudo de Deus: a voz, a saúde, a beleza, a energia e todos os talentos ou qualidades especiais que possuímos.
Ser santo é viver nesta vida apesar dos percalços, dos desastres, da violência, como se já estivesse vivendo na vida eterna, com fé, na certeza daquilo que esperamos e ainda não podemos ver.
Ser santo é trabalhar diariamente para construir um mundo melhor, mais fraterno, menos violento, mais justo, cheio de misericórdia, compreensão, tolerância, amor, perdão.
Ser santo é levar Deus aos irmãos.
Ser santo hoje de calça jeans e tênis, da bateria, do computador, santos atuais, mas capazes de olhar no coração e sentir que estamos sem atitude pecaminosa e confiando na ajuda do Espírito Santo.
Ser santo é reconhecer as limitações e procurar diariamente o perdão e a força de Deus, para conseguir a cada instante viver na presença desse Deus que é Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Napoleão

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

AMAR OS INIMIGOS (Mt, 5, 38-48)

COMO AMAR OS INIMIGOS
No Evangelho deste domingo, na busca de conseguir compreender melhor o que Jesus nos pede, achei um texto no blog de Ana Luiza Medeiros, que muito me ajudou.
São Mateus continua a nos exortar em relação a viver a forma mais difícil do amor, que é por alguém que nos fez algum mal. Mais uma vez, não existe muita explicação para o Evangelho, porque ele é auto-explicativo, mas assim como fazer o bem a quem nos fez mal, também é muito difícil amar quem não nos é caro.
Temos na nossa cultura cristã principalmente três tipos de amor: o amor eros, o amor filos e o amor ágape. Explicando de forma bem resumida, é mais ou menos assim: o amor eros é aquele amor que uma pessoa sente por outra, onde o ser amado é objeto de desejo, onde a atração física fala mais alto e frequentemente compele as pessoas a manterem um relacionamento amoroso continuado. O Amor filos é aquele amor de amigo, aquele amor companheiro, onde fazer o outro feliz faz parte da relação, a pessoa deixa de ser um objeto para ser parte da vida da pessoa. Já o amor ágape é o amor incondicional, é o amor de Deus. Nós sozinhos não sentimos esse amor, precisamos ter Cristo como referencial e através dEle exercer esse amor aqui na terra. Por exemplo, no matrimônio, que através da benção de Deus os casais vivem um amor que só acaba na morte, pelo menos teoricamente, infelizmente. As três formas de amor não vivem separadamente, elas se completam e unidos vivemos de forma saudável e divina o AMOR. O amor CARIDADE, que também faz parte de uma das denominações do Amor, se encaixaria no ágape (1Cor13).
Olhando por essa ótica, de fato, é bastante complicado viver qualquer um dos três tipos de amor citados pelo inimigo. Mas, acredito que o que o evangelho pede é como se explica o PERDÃO. Jesus nos exige que perdoemos. No entanto, perdoar uma pessoa não significa necessariamente que você gosta dela ou vai se associar a ela. Assim, é o Amor que Cristo pede neste evangelho de domingo, bem como em Lucas, 6, 27-38. Amar nosso inimigo não é ser o melhor amigo dele, não é de uma hora pra outra sair pra lanchar depois da Missa, não é ligar todos os dias para saber como vai a família, o trabalho, a vida. Mas, amar o inimigo é respeitar as diferenças que existem, é entender que apesar de pensamentos distintos vocês são filhos de Deus e portanto irmãos em Cristo. É não maldizer, é não caluniar, é uma compreensão no erro, é não fazer fofoca.. é não desejar-lhe o mal. É amar o Cristo que existe nEle também, superar muitas vezes os problemas e num momento de aflição, ajudar, sem expectativa de que isso os torne amigos de infância.
Amar o inimigo, perdoar alguém que nos feriu, magoou ou nos deseja o mal é possível porque ao seguirmos o ensinamento bíblico “Amai-vos uns aos outros” é sermos capazes, sinceramente, de desejar ao outro saúde, felicidade, paz, alegria e todas as bênçãos da vida. Não precisamos e não há sentido sermos compelidos a gostar de alguém ou nos associar a alguém. Podemos, entretanto, amar as pessoas sem gostar delas, respeitando-as, sem falar mal delas. E também, quem sabe, de repente, olhando com mais requinte, arriscamos a perder o inimigo e ganhar um amigo. Peçamos a graça de buscar viver fraternalmente a alegria do Ressuscitado em nossas vidas!
Napoleão





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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O HOMEM


Vídeo muito lindo na voz de Roberto Carlos. Não deixem de assistir:



Napoleão






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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O EMPURRÃO

Recebi este texto do amigo José Paulo. O autor é deconhecido, mas dei uns pitacos. É uma verdade:
"A águia empurrou gentilmente seus filhotes para a beirada do ninho.
Seu coração se acelerou com emoções conflitantes, ao mesmo tempo em que sentiu a resistência dos filhotes a seus insistentes cutucões. Por que a emoção de voar tem que começar com o medo de cair? – Pensou ela.
O ninho estava colocado bem no alto de um pico rochoso. Abaixo, somente o abismo e o ar para sustentar as asas dos filhotes. E se justamente agora isto não funcionar?
Apesar do medo, a águia sabia que aquele era o momento. Sua missão estava prestes a se completar, restava ainda uma tarefa final: o empurrão.
A águia encheu-se de coragem. Enquanto os filhotes não descobrirem suas asas não haverá propósito para a sua vida.
Enquanto eles não aprenderem a voar não compreenderão o privilégio que é nascer águia. O empurrão era o melhor presente que ela podia oferecer-lhes. Era seu supremo ato de amor.
Então, um a um, ela os precipitou para o abismo. E eles voaram!
Às vezes, nas nossas vidas, as circunstâncias fazem o papel de águia. São elas que nos empurram para o abismo. E quem sabe não são elas, as próprias circunstâncias, que nos fazem descobrir que temos asas para voar. E assim nos conscientizarmos do privilégio que é nascer à imagem e semelhança de Deus."
Napoleão

domingo, 13 de fevereiro de 2011

DUAS CANÇÕES

Duas canções para alegrar a alma, o espírito e o corpo e, ao mesmo tempo, louvar o Senhor. A música é o lenitivo que nos emociona e nos leva a viagens fantásticas no mundo da imaginação. Espero que as "curtam" como eu as curti. Vejam e acessem:
http://www.youtube.com/watch?v=E-r9XkeHUis&feature=player_detailpage

http://www.youtube.com/watch?v=TXN-dY3NR3A&feature=player_detailpage

Divulguem o blog a outros amigos seus que não tenho ainda em minha lista. Nossa missão é divulgar o máximo as coisas de Deus.
Abraços,
Napoleão

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O DEUS QUE VEJO ... FÉ ... ESPERANÇA

Em Hebreus 11, 1. A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que se espera e do que não se vê. 2. Foi ela que fez a glória dos nossos antepassados. 3. Pela fé reconhecemos que o mundo foi formado pela palavra de Deus e que as coisas visíveis se originaram do invisível.
Mas ainda há muitos que não crêem em Deus, que não têm fé. Por isto republico este texto que escrevi no ano passado.
Negar a existência do Ser Supremo parece-me estar cego para as coisas que nos rodeiam. É olhar sem ver, tatear sem sentir, engolir sem degustar.Vejo Deus em cada amanhecer ao despertar quando abro os olhos e sinto o bater do meu coração. Vejo-O na luz que nos ilumina; no sol que nos aquece; nas chuvas que molham a terra, tornando-a fértil; nas matas que renovam o ar que respiramos; na beleza das paisagens espalhadas pelo universo.Vejo Sua ternura no perfume das flores e Sua justiça nos espinhos que a protegem. Vejo Sua bondade no brilho das manhãs que conduz a vida e seu alerta nas trevas das noites de tempestade, nas ondas bravias de um mar revolto. Vejo Sua misericórdia na alegria das pessoas que superam uma enfermidade, Sua simplicidade no cantar de um pássaro, no vôo rasante de um beija-flor. Vejo Sua magnitude nas quedas d’água das cachoeiras imensas, na grandeza dos oceanos que se entremeiam pela terra. Vejo Sua beleza em cada nascer e pôr do sol, em cada gesto de uma criança inocente, em cada estrela que povoa o firmamento, em cada flor que desabrocha nos jardins.Vejo Sua imagem na inteligência de cada ser humano, nas grandes descobertas, na complexidade de cada ser vivo. Vejo Sua eternidade no infinito que não alcançamos, no mistério que envolve as galáxias. Vejo Seu amor em cada coração que pulsa, em cada gesto de carinho. Meu Deus, como pode haver tantos que não conseguem enxergar Sua presença tão forte em cada espaço do universo? Na brisa do vento que não vemos, mas sopra em nosso rosto?
Parece-me tão óbvio: tudo revela e manifesta Sua existência. Tudo que vive e respira, tudo que canta e celebra a beleza, o amor, a perfeição é Deus que Se nos mostra. Ele está em cada um de nós, Sua imagem e semelhança, habita nosso templo vivo, lugar sagrado, o santuário onde achamos a centelha divina. Ele está em cada irmão que encontramos.
Como disse o poeta:
Eu nada tenho, enfim, que vos pedir, meu Deus...
Porque viveis realizando os mais fundos sonhos meus:
Provestes a Terra com todo bem que necessito.
E o que precisa a minh'alma... está por todo o infinito.
Napoleão

domingo, 6 de fevereiro de 2011

SAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO

As leituras da missa deste domingo nos apresentam um evangelho muito rico em profundidade e um texto do profeta Isaías que nos levam à reflexão.
Ser cristão ultrapassa o mero ir à missa ou dizer-se católico. Ser cristão é muito mais. Quem divide o pão com o próximo que passa fome, quem veste o nu, que tem compaixão e perdoa, encontra Deus, encontra sua misericórdia e pode ter o coração iluminado pela luz divina.
Nós devemos e precisamos ser o sal da terra neste mundo onde muitas ações malignas se alastram. A nossa presença precisa ser como o sal que dá sabor à comida, preservando a vida, os valores reais e verdadeiros, os bons costumes em que acreditamos. Precisamos ser a luz do mundo para iluminar o caminho de muitos, divulgando como um bom missionário a palavra de Jesus. Ser a luz do mundo para preservar os valores de humanidade, de amor, de caridade, de cultura, de fraternidade, de harmonia. Ser a luz do mundo para mostrar que existem outras formas de viver do que os jornais e programas de TV nos apresentam no dia-a-dia. Não só de tragédia e escândalos vive a sociedade, mas de beleza, de felicidade, de solidariedade. Isto é possível se formos o sal da terra e a luz do mundo, desde que estas não sejam apenas belas palavras, impressas em papel ou nas telas dos PCs, mas impressas em nossos corações se traduzam em obras concretas na busca pelo Reino de Deus.

Napoleão