sexta-feira, 29 de abril de 2011

AINDA É PÁSCOA

Páscoa significa renascimento, renascer.

Desejo que neste dia, em que nós cristãos, comemoramos o seu renascimento para a vida eterna, possamos renascer também em nossos corações.Que neste momento tão especial de reflexão possamos lembrar daqueles que estão aflitos e sem esperanças.Possamos fazer uma prece por aqueles que já não o fazem mais,porque perderam a fé em um novo recomeçar,pois esqueceram que a vida é um eterno ressurgir.Não nos deixe esquecer que mesmo nos momentos mais difíceis do nosso caminho,tú estás conosco em nossos corações,porque mesmo que já tenhamos esquecido de ti,você jamais o faz.Pois, padeceste o martírio da cruz em nome do Pai e pela humanidade,que muitas e muitas vezes esquece disso.Esquecem de ti e do teu sacrificio quando agridem seu irmão, quando ignoram aqueles que passam fome,quando ignoram os que sofrem a dor da perda e da separação,Quando usam a força do poder para dominar e maltratar o próximo,quando não lembram que uma palavra de carinho, um sorriso,um afago, um gesto podem fazer o mundo melhor. Jesus... Conceda-me a graça de ser menos egoísta, e mais solidário para com aqueles que precisam.Que jamais esqueça de ti e de que sempre estarás comigo não importa quão difícil seja meu caminhar. Obrigado Senhor, Pelo muito que tenho e pelo pouco que possa vir a ter. Por minha vida e por minha alma imortal.

Obrigado Senhor!

FELIZ PÁSCOA A TODOS!!!

terça-feira, 12 de abril de 2011

OREM SEM CESSAR

Morar na oração. Viver na oração. Acolher a oração como um rio subterrâneo, cujo murmúrio aflora sem cessar a nossa consciência. Não poderemos lá chegar pelas nossas próprias forças. A oração contínua. Mas podemos desejá-la e pedi-la. E, sobretudo, preparar-lhe o terreno. Como? Exercitando-nos na oração freqüente.
Para isso, é preciso pensar em Deus durante o nosso dia. Ou, segundo a expressão dos salmos, é preciso “lembrar-nos de Deus”. Quando amamos alguém, o nosso pensamento voa muitas vezes para essa pessoa. Lembramo-nos do nosso último encontro. Esperamos o seguinte. Recordamos nós próprios as perfeições do ser amado. Procuramos o que lhe possa dar prazer... Perguntem aos apaixonados...

Melhor ainda que pensar em Deus, é falar com Ele. Nessa altura, já não é para nós um “Ele”, mas torna-se um “Tu”, com quem entramos numa relação pessoal. O ser amado de quem falamos um pouco antes pode estar ausente. Deus está sempre presente em nós, “mais íntimo de nós, do que nós mesmos”, como diz Santo Agostinho. Basta entrar em nós mesmos com fé para O encontrar. E para nos tornar atentos à Sua presença, manter os nossos sentimentos por Ele, mas também dos Seus desígnios sobre o mundo, da Sua vontade sobre nós. E como o nosso Deus é um Deus vivo e em três Pessoas, podemos dirigir-nos alternadamente ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.

O Padre Caffarel cita-nos este conselho de um vigário a um jovem que queria aprender a orar: “É verdade! Queres aprender a orar? Pois bem, François, vai à capela, e lá fala com Ele”. E o rapaz comentava: O conselho do vigário só era banal em aparência. Para dizer a verdade, ele revelava-se como experiente homem de oração que, em vez de um longo discurso, se contentou em responder ao jovem desejoso de aprender a orar com estas três simples palavras: “Fala com Ele”. Ninguém conversa com uma sombra. É necessário, portanto, tomar consciência da presença de Deus para Lhe falar. E para saber o que Lhe dizer, é preciso que a fé desperte e procure. E a obrigação de formular palavras leva-nos a não nos contentar com impressões inconsistentes, obriga-nos a exprimir pensamentos, vontades, sentimentos precisos. De fato, são grandes os méritos de um tal método – se é que se pode chamar método a um conselho tão simples .

O meio concreto de falar com Deus é utilizar a própria Palavra de Deus. Encontramos na Bíblia o suficiente para formar uma reserva de invocações que nos podem servir de “bóias”, que nos mantenham, na intimidade com Deus, acima das nossas preocupações diárias. Podemos guardar frases como: “Ó Senhor nosso Deus, como é grande o Teu nome em todo o Universo” (Sl 8,2). “A minha alma tem sede de Ti, meu Deus” (Sl 42,2). “O Senhor fez por mim maravilhas, santo é Seu nome” (Lc 1,42), etc. Estas fórmulas podem também ser cantadas interiormente, ou até mesmo em voz alta se estamos sós.

Temos ainda um outro meio: são os freqüentes “mergulhos” em nós próprios para nos aproximarmos de Deus que ali habita. Um humilde frade convertido do Séc. XVII, Laurent de la Réssurrection, que tinha atingido uma alta vida espiritual, gostava de dizer áqueles que vinham consultá-lo que não há meio mais eficaz para chegar com segurança a uma vida de oração contínua e, em seguida a uma grande santidade, do que ser fiel a essa prática. Escutemos as suas palavras: “Durante o nosso trabalho e outras ações, mesmo durante as nossas leituras e escritos, mesmo espirituais, e até mesmo durante as nossas devoções exteriores e orações vocais, devemos parar por breves momentos, o mais freqüentemente possível, para adorar Deus no fundo do nosso coração e saboreá-Lo ainda que de passagem e como que furtivamente.

”Uma prática muito importante no Oriente cristão, “a oração de Jesus”, pode também ajudar-nos. É uma invocação centrada no nome de Jesus e que geralmente consiste nestas palavras: “Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus Salvador tem piedade de mim, pecador.” Essa fórmula pode ser abreviada em “Senhor Jesus tem piedade de mim.” Os mestres espirituais orientais incitam a repeti-la sem cessar. E até mesmo seguindo o ritmo da nossa respiração. Inspirando, devemos dizer: “Senhor Jesus” e expirando: “Tem piedade de mim.” Assim estaremos associando o nosso corpo à oração, que se tornará tão natural como a respiração. A sua eficácia espiritual vem da invocação do nome de Jesus. Para os Orientais – mais próximos do que nós da tradição bíblica – o nome não é uma simples etiqueta colocada sobre o indivíduo, mas é a própria pessoa. Jesus, em hebraico, significa “Deus salva”. Invocando o nome de Jesus, estamos chamando o próprio Jesus com todo o Seu poder de salvação: “Não existe sob o céu qualquer outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos” (At 4,12).

Dedicando-nos à oração freqüente ao longo dos nossos dias, pode ser que cheguemos um dia, pela graça de Deus, à oração contínua. Para aqueles que chegam a essa oração interior e contínua, a oração do Espírito Santo já não é uma simples brasa sob a cinza, mas uma chama que toma conta de todo o ser. Um santo é uma oração viva.


Fonte: Portal Encontro com Cristo (Pe. Alberto Gambarini)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

RISCO DE AMAR SEM O CORAÇÃO

VEJAM QUE TEXTO SOBRE O AMOR VERDADEIRO:

As pessoas consagradas correm muitas vezes o risco de amar a Deus “só com a cabeça”, sem implicar o amor afetivo humano.

No entanto, rejeitar o amor humano como algo oposto ao amor de Deus pode ser um obstáculo à nova evangelização. Contra isso, advogou nesta sexta-feira o padre Raniero Cantalamessa, em sua primeira prédica de Quaresma ao Papa e à Cúria Romana.

Cantalamessa afirmou que um dos âmbitos nos quais a secularização “atua de modo particularmente difuso e nefasto” é o amor. “A secularização do amor consiste em separar o amor humano de Deus, em todas as formas desse amor, reduzindo-o a algo meramente ‘profano’, onde Deus sobra e até incomoda”.

Mas o tema do amor – sublinhou – “não é importante apenas para a evangelização, ou seja, para as relações com o mundo. Ele importa, antes de todo o mais, para a própria vida interna da Igreja, para a santificação dos seus membros”.

O pregador pontifício fez uma análise sobre a distinção que certos teólogos fizeram entre o ‘eros’, ou amor humano e passional, e o ‘ágape’, ou amor de oblação, apoiando suas reflexões na encíclica ‘Deus caritas est’, de Bento XVI.

O amor “sofre de uma separação nefasta não só na mentalidade do mundo secularizado, mas também, do lado oposto, entre os crentes e, em particular, entre as almas consagradas. Poderíamos formular a situação, simplificando ao máximo, assim: temos no mundo um ‘eros’ sem ‘ágape’; e entre os crentes, temos frequentemente um ‘ágape’ sem ‘eros’”.

O ‘eros’ sem ‘ágape’ – explicou – é um amor romântico, mas comumente passional, até violento. Um amor de conquista, que reduz fatalmente o outro a objeto do próprio prazer e ignora toda dimensão de sacrifício, de fidelidade e de doação de si.

”O ‘ágape’ sem ‘eros’, em contrapartida, é um “amor frio, um amar parcial, sem a participação do ser inteiro, mais por imposição da vontade do que por ímpeto íntimo do coração”, em que “os atos de amor voltados para Deus parecem aqueles de namorados desinspirados, que escrevem à amada cartas copiadas de modelos prontos”.

“Se o amor mundano é um corpo sem alma, o amor religioso praticado assim é uma alma sem corpo”, afirmou. “O ser humano não é um anjo, um espírito puro; é alma e corpo substancialmente unidos: tudo o que ele faz, amar inclusive, tem que refletir essa estrutura.”

“Se o componente humano ligado ao tempo e à corporeidade é sistematicamente negado ou reprimido, a saída será dúplice: ou seguir adiante aos arrastos, por senso de dever, por defesa da própria imagem, ou ir atrás de compensações mais ou menos lícitas, chegando até os dolorosíssimos casos que estão afligindo atualmente a Igreja.”

“No fundo de muitos desvios morais de almas consagradas, não é possível ignorá-lo: há uma concepção distorcida e retorcida do amor”, advertiu.

Por isso – acrescentou – a redenção do ‘eros’ “ajuda acima de tudo os enamorados humanos e os esposos cristãos, mostrando a beleza e a dignidade do amor que os une. Ajuda os jovens a experimentar o fascínio do outro sexo não como coisa turva, a ser vivida às costas de Deus, mas, ao contrário, como um dom do Criador para a sua alegria, desde que vivido na ordem querida por Ele”.

Mas também ajuda os consagrados, homens e mulheres, para evitar esse “amor frio, que não desce da mente para o coração. Um sol de inverno, que ilumina, mas não aquece”.

A chave – explicou – é o apaixonar-se pessoal por Cristo. “A beleza e a plenitude da vida consagrada depende da qualidade do nosso amor por Cristo. É só o que pode nos defender dos altos e baixos do coração. Jesus é o homem perfeito; nele se encontram, em grau infinitamente superior, todas aquelas qualidades e atenções que um homem procura numa mulher e uma mulher no homem”.

“O amor dele não nos elimina necessariamente a sedução das criaturas e, em particular, a atração do outro sexo (ela faz parte da nossa natureza, que Ele criou e não quer destruir). Mas nos dá a força para vencer essas atrações com uma atração mais forte. ‘Casto’, escreve São João Clímaco, ‘é quem afasta o eros com o Eros’”, disse Cantalamessa.

Fonte: ZENIT (Agência Internacional Católica de Notícia)

terça-feira, 29 de março de 2011

O DESERTO E A QUARESMA

De alguns textos na Internet, formei o texto abaixo. Aproveitemos o tempo da Quaresma:

A voz do SENHOR faz tremer o deserto. Salmo 29:8.


Quaresma, um tempo de reflexão, de penitência, de conversão espiritual; tempo e preparação para o mistério pascal. Cristo nos convida a mudar de vida. A Igreja nos convida a viver a Quaresma como um caminho a Jesus Cristo, escutando a Palavra de Deus, orando, compartilhando com o próximo e praticando boas obras. Nos convida a viver uma série de atitudes cristãs que nos ajudam a parecer mais com Jesus Cristo, já que por ação do pecado, nos afastamos mais de Deus. Por isso, a Quaresma é o tempo do perdão e da reconciliação fraterna. Cada dia, durante a vida, devemos retirar de nossos corações o ódio, o rancor, a inveja, os zelos que se opõem a nosso amor a Deus e aos irmãos. Na Quaresma, aprendemos a conhecer e apreciar a Cruz de Jesus. Com isto aprendemos também a tomar nossa cruz com alegria para alcançar a glória da ressurreição.


O número 40 relembra os quarenta dias em que Jesus permaneceu em jejum no deserto (Mt 24, 22), este número também relembra outros momentos do povo de Deus, como os 40 dias de dilúvio em que Noé permaneceu na Arca (Gn 7, 17), os 40 anos de peregrinação do povo de Deus pelo deserto (Dt 8, 2) e também os 40 dias e 40 noites que Moisés permaneceu no monte Sinai (Ex 24, 18).Jesus durante seus 40 dias de jejum no deserto, deixou-se tentar por satanás (Mt 4, 1-11), mostra-nos assim, que ninguém poderá vencer as provações e tribulações sem combater, e que ninguém poderá combater, sem ser provado e tentado.Por isso, a Igreja chama a quaresma de tempo favorável, tempo de conversão, tempo de reflexão, trata-se do cominho para a páscoa, que é o nosso ponto de chegada, é lá que queremos chegar, na ressurreição.


Entramos no deserto quando tiramos os olhos de Deus, os ouvidos da Palavra de Deus, e começamos a ouvir o que as pessoas estão falando, começamos a ouvir as vozes das nossas próprias deformidades interiores: não vai dar..., não vou conseguir..., eu não sou páreo para isto..., eu já sei o que vai acontecer..., eu não presto..., eu sabia que isto ia acontecer..., eu não vou conseguir..., eu vou me arrasar..., vou me arrebentar..., e você está aí falando palavras negativas, palavras de pessimismo, palavras de angustia para você mesmo, e quanto mais você pensa, mais você acredita naquilo, quanto mais você se interioriza mais deprimido você vai ficando, mais vai caminhando para dentro do deserto.


É complicado quando entramos no deserto. O deserto pode significar vários acontecimentos em nossa vida. Várias dificuldades, no qual sentimos solidão, lutas, tristezas, cansaço, abandono. O deserto é algo doloroso. Quando vivemos esta situação, tudo o que experimentamos é o vazio, solidão, desespero, angustia, medo e timidez.


O deserto é, antes de tudo, o lugar no qual se torna mais intensa a manifestação da resistência do homem ao plano e à vontade de Deus: uma resistência que nasce no coração do crente, mas também há uma resistência de fora, originada pelas forças que se opõem ao plano de salvação de Deus. A resistência interna é uma oposição a Deus que se manifesta em preferir a segurança ao risco, a imobilidade ao dinamismo, o passado ao amanhã que Deus nos prepara.”No deserto nasce a fé, no deserto começamos a lembrar de Deus, achegar ao conhecimento e à segurança da palavra de Deus no próprio coração. No deserto se começa a entender e a conhecer a Deus: em particular, chega-se a entender que Deus está próximo como um Pai. É, pois, no deserto que se chega à fé, ao conhecimento, à intimidade com Deus. O deserto é o único lugar onde as "teorias bíblicas" podem ser testadas.Somente no deserto aprendemos os segredos da vida e nos tornamos verdadeiros servos de Deus, preparados para toda tempestade.

sexta-feira, 18 de março de 2011

FEITO DE AREIA

Publico um texto muito bonito e de grande ensinamento. Vale a pena:

Num dia de verão, estava na praia, observando duas crianças brincando na areia. Elas trabalhavam muito, construindo um castelo de areia com torres, passarelas e passagens internas.Quando estavam quase acabando, veio uma onda e destruiu tudo, reduzindo o castelo a um monte de areia e espuma. Achei que, depois de tanto esforço e cuidado, as crianças cairiam no choro, mas tive uma surpresa: em vez de chorar, correram pela praia, fugindo da água, rindo de mãos dadas e começaram a construir outro castelo. Compreendi que havia aprendido uma grande lição: gastamos muito tempo da nossa vida construindo alguma coisa e, mais cedo ou mais tarde, uma onda poderá vir e destruir tudo o que levamos tanto tempo para construir. Mas quando isso acontecer (e aqui eu digo, se isso acontecer), somente aquele que têm as mãos de alguém para segurar, será capaz de sorrir. Só o que permanece é a amizade, o amor e o carinho. O resto é feito de areia.

Fonte: Site ABC do Católico

Napoleão

sexta-feira, 11 de março de 2011

QUARESMA

Voltando ao nosso foco, este texto do Prof. Felipe Aquino, Canção Nova, nos dá uma idéia muito boa para refletir sobre a Quaresma:

"Como viver bem esse tempo forte de meditação, oração, jejum, esmola?
Neste tempo especial de graças que é a Quaresma devemos aproveitar ao máximo para fazermos uma renovação espiritual em nossa vida. O Apóstolo São Paulo insistia: "Em nome de Cristo vos rogamos: reconciliai-vos com Deus!" (2 Cor 5, 20); "exortamo-vos a que não recebais a graça de Deus em vão. Pois ele diz: Eu te ouvi no tempo favorável e te ajudei no dia da salvação (Is 49,8). Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação." (2 Cor 6, 1-2).
Cristo jejuou e rezou durante quarenta dias (um longo tempo) antes de enfrentar as tentações do demônio no deserto e nos ensinou a vencê-lo pela oração e pelo jejum. Da mesma forma a Igreja quer ensinar-nos como vencer as tentações de hoje. Daí surgiu a Quaresma.
Na Quarta-Feira de Cinzas, quando ela começa, os sacerdotes colocam um pouquinho de cinzas sobre a cabeça dos fiéis na Missa. O sentido deste gesto é de lembrar que um dia a vida termina neste mundo, "voltamos ao pó" que as cinzas lembram. Por causa do pecado, Deus disse a Adão: "És pó, e ao pó tu hás de tornar". (Gênesis 2, 19)
Este sacramental da Igreja lembra-nos que estamos de passagem por este mundo, e que a vida de verdade, sem fim, começa depois da morte; e que, portanto, devemos viver em função disso. As cinzas humildemente nos lembram que após a morte prestaremos contas de todos os nossos atos, e de todas as graças que recebemos de Deus nesta vida, a começar da própria vida, do tempo, da saúde, dos bens, etc.
Esses quarenta dias, devem ser um tempo forte de meditação, oração, jejum, esmola ('remédios contra o pecado'). É tempo para se meditar profundamente a Bíblia, especialmente os Evangelhos, a vida dos Santos, viver um pouco de mortificação (cortar um doce, deixar a bebida, cigarro, passeios, churrascos, a TV, alguma diversão, etc.) com a intenção de fortalecer o espírito para que possa vencer as fraquezas da carne.
Na Oração da Missa de Cinzas a Igreja reza: "Concedei-nos ó Deus todo poderoso, iniciar com este dia de jejum o tempo da Quaresma para que a penitência nos fortaleça contra o espírito do Mal".
Sabemos como devemos viver, mas não temos força espiritual para isso. A mortificação fortalece o espírito. Não é a valorização do sacrifício por ele mesmo, e de maneira masoquista, mas pelo fruto de conversão e fortalecimento espiritual que ele traz; é um meio, não um fim.
Quaresma é um tempo de "rever a vida" e abandonar o pecado (orgulho, vaidade, arrogância, prepotência, ganância, pornografia, sexismo, gula, ira, inveja, preguiça, mentira, etc.). Enfim, viver o que Jesus recomendou: "Vigiai e orai, porque o espírito é forte mas a carne é fraca".
Embora este seja um tempo de oração e penitência mais profundas, não deve ser um tempo de tristeza, ao contrário, pois a alma fica mais leve e feliz. O prazer é satisfação do corpo, mas a alegria é a satisfação da alma.
Santo Agostinho dizia que "o pecador não suporta nem a si mesmo", e que "os teus pecados são a tua tristeza; deixa que a santidade seja a tua alegria". A verdadeira alegria brota no bojo da virtude, da graça; então, a Quaresma nos traz um tempo de paz, alegria e felicidade, porque chegamos mais perto de Deus.
Para isso podemos fazer uma confissão bem feita; o meio mais eficaz para se livrar do pecado. Jesus instituiu a confissão em sua primeira aparição aos discípulos, no mesmo domingo da Ressurreição (Jo 20,22) dizendo-lhes: "a quem vocês perdoarem os pecados, os pecados estarão perdoados". Não há graça maior do que ser perdoado por Deus, estar livre das misérias da alma e estar em paz com a consciência.
Jesus quis que nos confessemos com o sacerdote da Igreja, seu ministro, porque ele também é fraco e humano, e pode nos compreender, orientar e perdoar pela autoridade de Deus. Especialmente aqueles que há muito não se confessam, têm na Quaresma uma graça especial de Deus para se aproximar do confessor e entregar a Cristo nele representado, as suas misérias.
Uma prática muito salutar que a Igreja nos recomenda durante a Quaresma, uma vez por semana, é fazer o exercício da Via Sacra, na igreja, recordando e meditando a Paixão de Cristo e todo o seu sofrimento para nos salvar. Isto aumenta em nós o amor a Jesus e aos outros.
Não podemos esquecer também que a Santa Missa é a prática de piedade mais importante da fé católica, e que dela devemos participar, se possível, todos os dias da Quaresma. Na Missa estamos diante do Calvário, o mesmo e único Calvário. Sim, não é a repetição do Calvário, nem apenas a sua "lembrança", mas a sua "presentificação"; é a atualização do Sacrifício único de Jesus. A Igreja nos lembra que todas as vezes que participamos bem da Missa, "torna-se presente a nossa redenção".
Assim podemos viver bem a Quaresma e participar bem da Páscoa do Senhor, enriquecendo a nossa alma com as suas graças extraordinárias; podendo ser melhor e viver melhor."

Dessa forma, entenderemos melhor o texto "Convertei-vos e crede no Evangelho". A conversão não é, com efeito, nada mais que um voltar a Deus, valorizando as realidades terrenas sob a luz infalível de sua verdade. Uma valorização que implica uma consciência cada vez mais límpida do fato de que estamos de passagem sobre a terra e que nos impulsiona e estimula a trabalhar até o final, a fim de que o Reino de Deus se instaure dentro de nós e triunfe em sua justiça. Então, "Lembra-te de que és pó e para o pó voltarás".

Napoleão

sexta-feira, 4 de março de 2011

VISÃO GERAL DO LIVRO DO DR. JOSEPH MURPHY

Como houve poucas manifestações e alguns senões sobre as postagens do Poder do Subconsciente do Dr. Joseph Murphy, estou apenas publicando uma visão geral da obra de textos extraídos do próprio livro, atendendo, de certa forma, alguns que se manifestaram. Espero que possam ter uma noção real. Posso enviar uma cópia digital aos que desejarem, como disse.

Li na web um texto de Ailton Ferreira muito ilustrativo sobre o assunto. O que o autor expressa significa filtrar sempre coisas boas para o nosso subconsciente, e assim quando as coisas más chegarem e quiserem penetrar em nosso interior para desorganizar tudo, o nosso subconsciente estará preparado para se defender. A harmonia nos faz evitar o ruim e aceitar o bom. O primeiro a ganhar com isso é o nosso próprio corpo, pois a saúde melhora e as doenças, se as tivermos, serão combatidas com mais força. A força de um rio abundante em águas claras e despoluídas. E para sermos como este rio, precisamos ter Deus em nosso subconsciente, acreditar sempre Nele, pois só Ele nos despolui e é o Poder Infinito em nós. O nosso subconsciente precisa estar cheio do Espírito Santo de Deus, para que o nosso consciente transmita a razão. Pois se assim não for, frequentemente estará em conflito o consciente com o subconsciente. E com o tempo o caos estará formado. A vida tem que ser como um jardim: deixar que a água penetre em nosso interior e faça florescer as mais lindas e perfumadas flores, assim, na harmonia, tudo vai funcionar bem: nosso corpo físico, psíquico e espiritual.


VAMOS À VISÃO DA OBRA "O PODER DO SUBCONSCIENTE" - Dr. Joseph Murphy:


Ao seu alcance, riquezas infinitas. Abra seus olhos mentais e contemple o tesouro infinito que há em você. Não é necessário adquiri-lo, você já o possui, mas precisa aprender como usá-lo. Terá de compreendê-lo antes de poder aplicá-lo em todas as esferas de sua vida. A água procura seu próprio nível. Trata-se de um princípio universal, aplica-se à água em todos os lugares, em todas as ocasiões, a todos os líquidos que se comportam da mesma maneira... Comece a acreditar nas certezas e verdades eternas da vida, que jamais mudam. Nesse ponto, você se moverá para frente, para cima, e para Deus. A lei da mente é a lei da crença...
" Porque em verdade vos afirmo que se alguém disser a este monte: Ergue-te e lança-te ao mar, e não duvidar no seu coração, mas crer que se fará o que diz, assim será com ele." MARCOS, 11:23.
Quando a mente pensa corretamente, quando você compreende a verdade, quando os pensamentos depositados na mente subconsciente são construtivos, harmoniosos e pacíficos, o poder do subconsciente responderá... porque a mente subconsciente não questiona as ordens recebidas, nem a base em que elas se apóiam - " Jamais termine uma declaração negativa. Inverta-a imediatamente e maravilhas acontecerão em sua vida." -" Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento." EPÍSTOLA AOS FELIPENSES, 4:8.
- Mude os pensamentos e você muda seu destino.
- Todo pensamento é uma causa, e toda situação um efeito.
- Quando compreendemos a interação entre as mentes consciente (objetiva) e subconsciente (subjetiva), estamos em melhor situação para aprender a verdadeira arte da oração. Pense no bem e o bem se segue. Pense no mal e o mal se segue. Durante o dia inteiro você é aquilo que pensa. Seu maior poder é a capacidade de escolher: escolha felicidade e prosperidade.- " E tudo o quanto pedires em oração, crendo, recebereis." MATEUS, 21:22.
A fé descrita na Bíblia é uma maneira de pensar, uma atitude mental, uma certeza íntima, a convicção de que a idéia que aceitamos sem reservas na mente consciente será assimilada pela mente subconsciente e tornada manifesta. A fé é, em certo sentido, a aceitação como verdade daquilo que nossa razão e sentidos negam...
- Na Bíblia, Paulo recomenda que, com louvor e graças, façamos nosso pedidos. " O coração agradecido está sempre perto das forças criadoras do universo."- " Se projetas alguma coisa, ela te sairá bem, e a luz brilhará em teus caminhos." JÓ, 22:28
- Se queremos pensar correta, cientificamente, temos que conhecer a "Verdade". Ou, como diz o versículo: "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" JOÃO, 8:32, o que é estar em harmonia com a inteligência e poder infinitos da mente subconsciente, que sempre se move na direção da vida.
Somos a soma total de nossos pensamentos. Podemos recusar-nos a abrigar pensamentos e imagens negativas. Afirme o bom e o mau desaparecerá. Vigie os seus pensamentos. Todo mal tem origem na concepção deformada, na ignorância, na falsa interpretação da vida feita pela humanidade pelo abuso a que submetemos a mente subconsciente. Você deve escolher felicidade para o seu dia, felicidade é um hábito. E é um bom hábito no qual deve pensar com frequência. A pessoa feliz é aquela que traz para fora o que há de mais nobre e melhor em si mesma. Deus é o melhor e mais nobre que existe em você, e o reino de Deus está dentro de nós. O que alguém diz não pode, na realidade, incomodar-nos ou irritar-nos, a menos que permitamos que isso aconteça. A única maneira como alguém pode nos perturbar é através de nosso próprio pensamento. Em qualquer ocasião em que sentir tentação de ferir ou pensar mal de alguém, projete-se mentalmente na mente de Moisés e pense a partir do ponto do vista dos Dez Mandamentos. Se tem tendência à inveja, ciúme, irritação, projete-se na mente de Jesus, pense a partir dessa perspectiva e sentirá no âmago do ser a verdade das palavras seguintes:
Amai-vos uns aos outros.


Napoleão